quarta-feira, 2 de junho de 2010

Numa dessas noites...


Na sombra da noite fria cai uma lágrima perdida no sem fim terreno frio e assustador. A primeira caiu e nada mudou. A segunda se seguiu… Mas isto não tem fim?! Uma a uma, quentes e vadias vão caindo na penumbra da noite fria. A música temerosa ouve-se bem longe dando aos meus pensamentos um ar melancólico e frio, uma dor mais tremenda e uma força mais aguerrida. Não paro neste infinito mundano de emoções descaradas de sentimento e vontade de ter o teu ser de volta. A volta ao mundo em segundos na minha cabeça não pára. Os pensamentos arredondados de uma mágoa e tristeza pela vida não me ter dado a felicidade de te ter a meu lado como eu quis. Aceito neste mar de inocência e lágrimas a decisão do Destino me ter deixado assim sem ti, sozinho! Já reneguei demasiadas vezes, mas agora nesta noite fria congelo meus sentimentos por ti, procuro esquecer esse bocado da minha vida que me liga a ti e seguir em frente. Neste labirinto sem fim me encontro, desorientado e perdido na noite escura e tardia. Deixarei aqui tudo isto que me atormenta e com toda a coragem e querer prossigo deixando por fim uma última lágrima que simboliza mais uma pequena peça do meu coração que abandono ao vento e deixo à mercê de quem o queira apanhar. E a lágrima correu pela face abaixo partindo um pouco mais todo a minha dor e seguramente esquecendo…
Miguel Menezes 01/05/2010

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